Introdução
A vegetação é um dos elementos mais marcantes do ambiente natural, representando o conjunto de plantas que se desenvolvem em determinada região de acordo com fatores como clima, solo, relevo e disponibilidade de água. Estudar os tipos de vegetação é essencial para compreender a biodiversidade, os ciclos ecológicos e a relação entre os seres humanos e o meio ambiente.
TIPOS DE VEGETAÇÃO CARACTERÍSTICAS E EXEMPLOS:
Floresta Tropical
A floresta tropical é caracterizada por elevada biodiversidade, clima quente e úmido durante todo o ano. As chuvas são abundantes e bem distribuídas, o que favorece o crescimento de árvores altas, com copas densas que formam vários estratos vegetais. Nela se encontram espécies como a castanheira, o pau-brasil e a seringueira. Esse tipo de vegetação está presente na Amazônia, no Congo e em parte do Sudeste Asiático.
Floresta Temperada
A floresta temperada ocorre em regiões de clima temperado, com estações bem definidas. Nessas áreas, os invernos são frios e os verões são amenos, o que influencia a vegetação a apresentar folhas caducas, que caem no outono para reduzir a perda de água. Exemplos de espécies comuns são os carvalhos, os bordos e as faias. Essa vegetação predomina em partes da Europa, América do Norte e Ásia Oriental.
Floresta de Coníferas (Taiga)
Também chamada de floresta boreal, a taiga ocorre em regiões de clima frio, próximas ao Círculo Polar Ártico. Suas árvores são geralmente coníferas, como pinheiros, abetos e cedros, que possuem folhas em forma de agulha e adaptadas para suportar a neve. O solo é pobre em nutrientes, mas a vegetação apresenta grande importância ecológica, funcionando como um dos maiores reservatórios de carbono do planeta.
Savana
A savana é uma vegetação típica de regiões tropicais com estações seca e chuvosa bem marcadas. É composta por gramíneas, arbustos e árvores espaçadas, como o ipê e o pequizeiro. Essa formação vegetal é comum em áreas da África, do Brasil (Cerrado) e da Austrália. A savana apresenta grande diversidade de espécies adaptadas ao fogo e à escassez de água.
Campo
Os campos são áreas dominadas por gramíneas e herbáceas, com poucas árvores e arbustos. Ocorrem em regiões de clima variado, mas geralmente em áreas de solos rasos ou de baixa fertilidade. Exemplos são os Pampas, no sul do Brasil, Argentina e Uruguai, e as pradarias da América do Norte. São áreas de grande importância econômica, especialmente para a pecuária e a agricultura.
Deserto
O deserto é marcado pela escassez de chuvas e temperaturas extremas, podendo ser muito quente durante o dia e frio à noite. A vegetação é esparsa e adaptada à falta de água, com plantas suculentas, como os cactos, e espécies com raízes profundas ou folhas reduzidas. Exemplos são os desertos do Saara, Atacama e Kalahari.
Tundra
A tundra ocorre em regiões polares e subpolares, caracterizadas por temperaturas extremamente baixas e solos congelados na maior parte do ano (permafrost). A vegetação é rasteira, formada por musgos, líquens e pequenas herbáceas. Apesar da baixa diversidade, desempenha papel essencial nos ecossistemas árticos, servindo de habitat para várias espécies de animais migratórios.
Vegetação Litorânea
A vegetação litorânea é encontrada em áreas costeiras, adaptada ao solo arenoso, à salinidade e ao vento. Destacam-se os manguezais, formados por árvores com raízes aéreas que crescem em áreas alagadas, e as restingas, compostas por arbustos e herbáceas resistentes à salinidade. Essa vegetação protege o litoral contra a erosão e serve de abrigo para diversas espécies marinhas e terrestres.
Vegetação de Altitude
As áreas de altitude apresentam vegetação adaptada às baixas temperaturas e ao solo pedregoso. São comuns os campos de altitude, que possuem gramíneas, arbustos e plantas rasteiras. Essa vegetação pode ser observada em serras e planaltos do Brasil, como na Serra da Mantiqueira e na Serra do Mar.
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Floresta de Coníferas: formada por árvores com folhas com formato de agulhas (aciculifoliadas).
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Artigo revisado por Tânia Cabral - Professora de Biologia e Ciências - graduada na Unesp, 2001.
Atualizado em 16/08/2025