Glândulas Sebáceas
O que são glândulas sebáceas As glândulas sebáceas são estruturas exócrinas da pele, responsáveis pela produção e liberação de uma substância lipídica conhecida como sebo. Elas estão associadas principalmente aos folículos pilosos e são encontradas em praticamente todas as regiões do corpo humano, exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. O sebo tem função de lubrificação e proteção da pele e dos pelos, contribuindo para a manutenção da barreira cutânea.
Estrutura das glândulas sebáceas As glândulas sebáceas possuem formato lobular e são compostas por células secretoras chamadas sebócitos. Esses sebócitos se originam na periferia da glândula, se diferenciam e se acumulam de lipídios em seu citoplasma até se romperem, liberando seu conteúdo. Esse tipo de secreção é denominado holócrina, pois envolve a destruição completa da célula durante a liberação do sebo.
Localização das glândulas sebáceas no corpo As glândulas sebáceas estão mais concentradas no couro cabeludo, face, tórax e parte superior das costas. Estão quase sempre anexadas aos folículos pilosos, embora existam glândulas sebáceas independentes em certas regiões, como os lábios, as pálpebras (glândulas de Meibômio) e a área genital.
Funções do sebo O sebo exerce diversas funções fisiológicas. Ele lubrifica a pele, evitando o ressecamento, e mantém a flexibilidade da epiderme. Atua também como barreira contra a entrada de micro-organismos e substâncias tóxicas, participando da defesa da superfície cutânea. Além disso, o sebo forma uma película hidrolipídica que contribui para o equilíbrio da flora bacteriana da pele.
Regulação hormonal das glândulas sebáceas A atividade das glândulas sebáceas é influenciada por hormônios, principalmente os andrógenos, que estimulam a produção de sebo. Durante a puberdade, o aumento dos níveis hormonais leva à maior atividade dessas glândulas, resultando em maior oleosidade da pele. A sensibilidade dos receptores hormonais nas glândulas também varia de acordo com a genética individual.
Crescimento e desenvolvimento das glândulas sebáceas As glândulas sebáceas se desenvolvem a partir da epiderme embrionária e começam a funcionar já nos primeiros meses de vida. Em determinadas fases da vida, como na infância e na idade adulta, a atividade glandular é mais equilibrada. Em outros períodos, como na puberdade, ocorre uma intensificação natural da secreção sebácea devido à regulação endócrina.
Relação com os folículos pilosos As glândulas sebáceas geralmente se abrem para os folículos pilosos, onde liberam o sebo que sobe até a superfície da pele junto com os pelos. Essa associação permite uma distribuição eficiente do sebo na epiderme, além de garantir a lubrificação dos fios capilares. Essa conexão estrutural forma a chamada unidade pilossebácea, essencial para a homeostase da pele.
Composição do sebo O sebo é composto por uma mistura de lipídios, incluindo triglicerídeos, ésteres de cera, ácidos graxos livres, esqualeno e pequenas quantidades de colesterol. Esses componentes têm propriedades emolientes e antimicrobianas, o que reforça a função protetora da pele. A composição exata do sebo pode variar conforme a região do corpo, idade e fatores genéticos.
Fatores que influenciam a secreção sebácea Diversos fatores externos e internos influenciam a produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Entre os fatores internos, destacam-se os hormônios, a hereditariedade e o metabolismo individual. Já entre os fatores externos, estão a temperatura ambiente, o nível de umidade do ar e a exposição à radiação solar. Esses fatores podem aumentar ou diminuir a atividade sebácea.
Glândulas sebáceas especializadas Algumas glândulas sebáceas possuem adaptações morfológicas e funcionais específicas, como as glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras, que produzem uma secreção oleosa essencial para a lubrificação ocular. Outras incluem as glândulas de Fordyce, que aparecem em locais sem pelos, como nos lábios e genitais, e têm função semelhante à das glândulas convencionais, mas sem conexão com folículos pilosos.
Artigo revisado por Tânia Cabral - Professora de Biologia e Ciências - graduada na Unesp, 2001.
Artigo revisado por Tânia Cabral - Professora de Biologia e Ciências - graduada na Unesp, 2001.
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